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Estudante de 22 anos acusa homem de 25 de violação no Queimódromo do Porto na Queima das Fitas

Polícia feminina a monitorizar câmaras de video vigilância num centro de controlo, segurando prancheta.

Uma estudante, de 22 anos, apresentou queixa de ter sido violada por um homem, de 25, na madrugada de sexta-feira, entre as 4.45 e as 5 horas, no Queimódromo do Porto - recinto onde decorrem os concertos da Queima das Fitas -, adiantou este sábado ao JN uma fonte da PSP.

Investigação do caso pela Polícia Judiciária

De acordo com a mesma fonte, a jovem recebeu assistência no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde realizou exames periciais. Entretanto, uma fonte da Polícia Judiciária confirmou ao JN que o caso está a ser investigado, por se tratar de um crime da sua competência exclusiva, recusando-se a avançar com mais detalhes.

Resposta da Federação Académica do Porto (FAP)

Questionada pelo JN, a Federação Académica do Porto (FAP) referiu ter sido informada pela PSP do "alegado abuso a uma estudante", sublinhando, contudo, não ter mais informações. "O caso está nas mãos das autoridades competentes e a FAP está totalmente disponível para ajudar, caso seja necessário", acrescentou.

A organização afirma seguir uma política de "tolerância zero" perante situações de abuso e discriminação e realça que, este ano, o investimento em segurança no Queimódromo é o mais elevado de sempre, correspondendo a 35% do orçamento do evento.

Vigiado por 100 câmaras

Somando operacionais da PSP, Proteção Civil, segurança privada e bombeiros, o Queimódromo conta diariamente com mais de 500 profissionais. Este dispositivo é apoiado por 12 torres de vigia e por mais de 100 câmaras de videovigilância, que abrangem todo o recinto.

A Comissão de Prevenção de Comportamentos de Risco integra também a rotina da Queima. Com 90 membros, este grupo percorre o espaço e está preparado para prestar primeiros socorros psicológicos em ocorrências ligadas a violência de género, assédio e consumo de substâncias psicoativas.

Além destas equipas, existem no Queimódromo zonas de socorro, incluindo um posto de apoio permanente destinado a assegurar ajuda médica e psicológica, bem como o espaço "Abrigo-(te)", orientado para a prevenção de comportamentos de risco.

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