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A trituradora mediática em 24 horas: o caso do “Daily Mail” e do Mundo

Mulher preocupada ao telefone no escritório com computador, jornal e café na secretária.

A notícia e a explosão online

Os pormenores mais picantes surgiram numa queixa em tribunal, divulgada pelo "Daily Mail". Segundo o relato, uma executiva norte-americana "glamorosa", de 37 anos, obrigaria o seu assistente a prolongadas sessões de sexo. Ele seria o seu escravo sexual, por receio de perder o emprego. Em poucas horas, o Mundo já tinha o nome e o rosto da alegada "predadora" - e a internet encheu-se de piadas e "memes".

As dúvidas, a investigação interna e o recuo da queixa

Bastou, no entanto, um dia para a credibilidade da história começar a desmoronar. Para começar, ela não era superiora hierárquica dele. Além disso, o assunto já tinha sido analisado pela empresa, sem que tivesse sido encontrado um único indício de abuso. O queixoso - que entretanto mudara de firma, saindo da anterior há três semanas - recusou colaborar na investigação, mas continuava a exigir uma indemnização.

A trituradora mediática em 24 horas

Depois de a notícia se tornar pública, a queixa foi retirada para "correções". Em 24 horas, sem qualquer prova, a trituradora mediática conseguiu arruinar a vida de uma mulher. Valeu a pena?

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