Em vez de surgirem novidades sobre o próximo jogo, o destaque do momento em The Last of Us vai para outro tipo de lançamento: uma estátua premium oficialmente licenciada de Joel e Ellie, baseada numa das cenas mais emotivas do primeiro título. É um artigo pensado sem rodeios para fãs dedicados - e para coleccionadores dispostos a investir a sério.
Joel e Ellie regressam como peça de colecção
Desde 2013, The Last of Us consolidou-se como uma das marcas mais marcantes do gaming contemporâneo. Com dois grandes jogos, uma série da HBO amplamente elogiada e um historial longo de prémios, a franquia continua no centro das atenções, mesmo numa fase em que há pouco ruído sobre novos capítulos.
É precisamente nesse intervalo que entra um novo produto oficial: a “The Last of Us: Joel & Ellie on Horseback Premium Statue”. A composição mostra Ellie montada no cavalo Callus, enquanto Joel segue a pé ao seu lado - uma referência directa ao segmento do primeiro jogo em que atravessam a Universidade do Leste do Colorado.
"A estátua capta um momento raro de calma, quase de paz - no meio de um mundo brutal e destruído."
Para muitos jogadores, essa passagem é vista como um ponto de viragem: por instantes, a luta pela sobrevivência perde protagonismo e a ligação entre Joel e Ellie ganha outra proximidade, mais íntima e humana. É essa sensação que a peça pretende transportar para uma prateleira ou secretária.
Polystone, 33 centímetros, detalhes finos: como a estátua é construída
A produção fica a cargo da Substance Modelworks, um estúdio focado em coleccionáveis de gama alta ligados a marcas conhecidas. O material escolhido é polystone (polirresina), uma mistura de resinas que permite recortes nítidos, boa definição e um acabamento mais realista.
Principais especificações da estátua:
- Altura: cerca de 33 centímetros
- Material: polystone / polirresina
- Motivo: Ellie em Callus, Joel a pé ao lado
- Licença: produto de The Last of Us oficialmente licenciado
- Fabricante: Substance Modelworks
- Público-alvo: coleccionadores e fãs da série
Segundo o fabricante, a prioridade é manter um visual o mais fiel possível ao jogo. Roupa, mochilas, armas, o equipamento do cavalo, a expressão das personagens e até pequenos sinais de desgaste foram pensados para se alinharem com a estética do original.
E é exactamente aqui que os coleccionadores costumam ser mais exigentes: deslizes mínimos em proporções, rostos ou pintura notam-se de imediato - e muitas vezes determinam se uma peça é elogiada ou criticada online.
Atmosfera em vez de acção
Um pormenor interessante é a escolha do momento representado. Em vez de apostar em explosões ou cenas de combate, esta estátua privilegia a contenção: Joel e Ellie avançam num percurso aparentemente tranquilo, com aquela sensação de ameaça permanente que o jogador traz sempre na memória.
"O coleccionável parece um fotograma de uma série: silencioso, mas cheio de história."
Essa sobriedade pode agradar especialmente a quem não vê The Last of Us apenas como um jogo de zombies ou de sobrevivência, mas sobretudo como um drama centrado em personagens.
Preço, janela de lançamento e pré-reservas
Apesar do impacto visual, não se trata de uma compra acessível. O preço indicado pelo fabricante ronda os 350 US-Dollar. Somando impostos, portes e possível alfândega, o valor final em Portugal poderá ficar bem acima do que é habitual num item de edição de coleccionador.
A entrega está prevista para o período entre Março e Maio 2026. As pré-reservas já decorrem através do site oficial do fabricante. Como acontece frequentemente com figuras limitadas, o envio pode sofrer alterações consoante o volume de encomendas e o calendário de produção.
| Factor | O que o comprador pode esperar |
|---|---|
| Preço | cerca de 350 US-Dollar sem portes/alfândega |
| Janela de lançamento | Março a Maio 2026 |
| Disponibilidade | limitada, orientada para coleccionadores |
| Encomenda | apenas através do fabricante ou de lojas especializadas |
Quem estiver a ponderar a compra deve ter em conta os pontos típicos deste segmento premium: prazos longos, risco de atrasos e a incógnita habitual sobre o resultado final da pintura face às imagens promocionais.
O que torna The Last of Us tão apelativo para coleccionadores?
The Last of Us não é apenas um grande sucesso PlayStation. Para muitos fãs, a série está ligada a memórias muito concretas: diálogos específicos, decisões marcantes, momentos chocantes. Essa componente emocional torna a marca particularmente forte no merchandising.
Peças como esta costumam satisfazer vários interesses ao mesmo tempo:
- Nostalgia: recupera um momento reconhecível do primeiro jogo.
- Exposição: permite mostrar a paixão pela série no espaço de casa ou numa sala dedicada a gaming.
- Percepção de valor: um preço elevado pode reforçar a sensação de se possuir algo especial e raro.
- Preenchimento da espera: quando não há jogos novos, o merchandising ajuda a ocupar o vazio.
Para editoras e estúdios, estes lançamentos representam uma fonte adicional de receitas enquanto o desenvolvimento de jogos (normalmente) exige anos. Para os fãs, é uma forma de tornar mais tangível a ligação a figuras como Joel e Ellie.
Futuro incerto da série de jogos
Enquanto a estátua tem datas e detalhes definidos, o futuro do núcleo da franquia continua em aberto. Um terceiro jogo - muitas vezes referido como The Last of Us Part III - ainda não foi anunciado oficialmente. Neil Druckmann, a principal figura criativa da série, mencionou em entrevistas ter uma ideia geral para a história, mas sem confirmação definitiva.
Ao mesmo tempo, a Naughty Dog está envolvida noutros projectos, incluindo uma nova marca com um cenário de ficção científica, o que naturalmente consome recursos. Na prática, os fãs devem preparar-se para uma espera de vários anos até existir (ou não) um novo capítulo, seja com Joel e Ellie ou com personagens totalmente novas.
"Neste momento, são sobretudo a série da HBO, reedições e objectos de colecção que mantêm a marca em conversa - informações sobre novos jogos são raras."
Nesse sentido, esta estátua encaixa num quadro maior: a franquia mantém visibilidade mesmo sem notícias frescas sobre jogos. Para a Sony e para a Naughty Dog, é uma estratégia lógica; para os fãs, pode também soar a uma fase prolongada de escassez.
Vale a pena esta estátua para fãs em Portugal?
A decisão de comprar depende muito da relação pessoal com a série. Quem já terminou The Last of Us várias vezes, acompanha a série da HBO e tem o hábito de coleccionar figuras pode encontrar aqui um motivo forte, com impacto emocional.
Ainda assim, é sensato avaliar alguns pontos antes de avançar:
- Tenho espaço suficiente para uma estátua de 33 centímetros com uma base larga?
- Estou preparado para pagar, com portes e impostos, um valor claramente acima de 350 US-Dollar?
- Quão importante é para mim uma edição limitada e potencialmente numerada?
- Lido bem com tempos de espera longos e a possibilidade de atrasos?
Se houver hesitação em várias destas perguntas, alternativas como figuras mais pequenas, opções mais acessíveis ou artbooks podem fazer mais sentido. Esta estátua premium posiciona-se mais como peça de coleccionador do que como compra por impulso.
Porque é que o polystone e as estátuas premium são tão procurados
O polystone tornou-se comum em figuras de gama alta por permitir detalhes muito finos e por oferecer um peso que muitos coleccionadores associam a qualidade - a peça parece sólida e valiosa, em vez de um modelo leve em plástico.
Ao mesmo tempo, existem desvantagens: o polystone pode partir com mais facilidade do que PVC, os danos em transporte são uma possibilidade real e uma queda da prateleira pode terminar, no pior cenário, numa série de fragmentos.
Quem investe numa peça deste preço deve, por isso, pensar também no local onde a vai colocar: um sítio estável, seguro para crianças e animais, e longe de bordas onde um toque acidental possa ser suficiente para a derrubar.
Estas preocupações podem parecer pouco entusiasmantes, mas acabam por determinar quanto tempo se mantém o prazer de ter o coleccionável intacto. E num motivo tão emocionalmente carregado como Joel e Ellie, um dano seria duplamente frustrante: no bolso e na ligação afectiva.
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