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O restaurante italiano preferido de Fauve Hautot em Montmartre: La Rughetta

Casal a jantar pizza, massa e bife ao ar livre com taças de vinho tinto e igreja ao fundo numa praça em Lisboa.

Quem passa por Paris e se pergunta onde é que figuras conhecidas vão comer quando não há câmaras por perto encontra na escolha de Fauve Hautot uma pista bastante clara. A bailarina profissional e jurada do programa francês “Danse avec les stars” adoptou, em Montmartre, um italiano de confiança: fica a dois passos de uma atracção turística, mas surpreende por manter preços inesperadamente acessíveis.

Um italiano de eleição no bairro de Montmartre

Fauve Hautot vive em Paris há mais de dez anos. Depois de ter passado por zonas mais barulhentas ou pouco acolhedoras, acabou por encontrar em Montmartre aquilo que descreve como um ambiente de “aldeia”. Entre bares pequenos, escadarias antigas e a multidão de visitantes nas imediações da basílica, procura locais onde possa estar simplesmente à vontade. Um desses sítios fica na Rue Lepic, no 18.º arrondissement: a Trattoria La Rughetta.

Segundo relatos, é um endereço a que regressa há anos, seja com amigos, seja a dois, longe do brilho e do frenesim dos estúdios de televisão. O ambiente é descontraído e animado, sem formalismos. A cozinha serve clássicos italianos, preparados por uma equipa de jovens franceses que gerem o espaço com um toque muito pessoal.

A La Rughetta é vista em Montmartre como um típico “italiano da esquina” que, apesar de ter clientes habituais famosos, continua a praticar preços com os pés bem assentes na terra.

É precisamente esta combinação - atendimento simples, sensação de vizinhança e proximidade a um dos pontos mais fotografados de Paris - que torna o restaurante apelativo, inclusive para turistas do espaço germanófono que não querem cair em restaurantes armadilhados e inflacionados.

O que se come: pizza, massa e clássicos de carne

Em vez de uma abordagem de fine dining, a carta aposta em pratos familiares, daqueles que muita gente conhece e aprecia. Para lá das entradas, destacam-se sobretudo três grupos: pizza, massas e pratos tradicionais de carne da cozinha italiana.

Pratos típicos escolhidos pelos habitués

  • Variações de massa, como gnocchi com molho de gorgonzola
  • Pizzas de forno a lenha com diferentes ingredientes
  • Clássicos como Vitello al limone (vitela com molho de limão)
  • Pratos de longa cozedura, como Osso Buco
  • Lasagne al forno, gratinada no forno e bem composta
  • Para terminar, sobremesas como tiramisù ou outros doces de inspiração italiana

A oferta é intencionalmente contida, mas a cozinha aposta em sabores seguros e reconfortantes. Para quem hesita, pizza ou gnocchi costumam ser apostas fiáveis - é assim que vários clientes descrevem a experiência em comentários. Muitos valorizam exactamente isso: em vez de uma lista interminável, encontra-se rapidamente algo que sabe a “comida de conforto”.

Quanto custa um jantar a dois

A pergunta que mais desperta curiosidade é simples: quanto é que se paga para comer no restaurante de eleição de Fauve Hautot? Pelos valores referidos, percebe-se que uma noite em Montmartre pode pesar bem menos na carteira do que a localização faria prever.

Nível de preços dos pratos

A trattoria posiciona-se como um bom italiano de bairro, sem pretensões excessivas. Eis os valores aproximados:

Prato / Bebida Intervalo de preço
Pasta / Gnocchi ca. 13–16 €
Escalope milanaise (bife panado) ca. 18 €
Osso Buco ca. 22 €
Pizza ca. 10–16 €
Sobremesas ca. 7–9,50 €
Copo de vinho ca. 6–7 €

A partir daqui, dá para montar diferentes “planos” de jantar - consoante se queira algo mais simples ou um pouco mais composto.

Três cenários de orçamento típicos para duas pessoas

  • Noite de pizza, sem extras desnecessários:
    Duas pizzas na faixa dos 12–15 €, mais dois copos de vinho e uma sobremesa para partilhar. No total, duas pessoas ficam por volta de 50 a 55 euros. Em Montmartre, isto é quase um achado.
  • Encontro de massas com sobremesa, sem álcool:
    Dois pratos de massa a 14–16 € cada, mais uma sobremesa por pessoa (8–9,50 €) e dois cafés expresso. A conta tende a situar-se entre 55 e 65 euros - ideal para um jantar relaxado depois de um dia de visitas.
  • Mais composto, com carne e garrafa de vinho:
    Dois pratos na gama dos 22–25 €, uma garrafa de vinho no segmento 24–36 € e duas sobremesas. Dependendo das escolhas, soma cerca de 85 a 105 euros. Já não é uma pechincha, mas para Paris, numa zona turística de topo, continua a ser aceitável.

Fazendo contas por alto, uma refeição no restaurante preferido de Fauve Hautot fica geralmente entre 25 e 35 euros por pessoa sem álcool - e com vinho e sobremesa mais perto de 35 a 50 euros.

Quem quiser baixar a conta pode dividir a sobremesa ou preferir massa em vez de carne. O ambiente mantém-se; apenas o total final fica mais leve.

Porque é que este restaurante conquista uma estrela de TV

As escolhas de um rosto conhecido dizem muito sobre um restaurante. Fauve Hautot poderia facilmente ter eleito um espaço de alta cozinha com estrelas como refúgio habitual. Ainda assim, opta por uma trattoria descomplicada, com receitas simples e um serviço simpático.

Vários motivos parecem contribuir para isso:

  • Tratamento pessoal: o espaço é gerido por três proprietários jovens, que aparentemente reconhecem rapidamente quem volta.
  • Qualidade consistente: quem frequenta um lugar com regularidade não procura experiências arriscadas, mas sim confiança.
  • Ambiente sem alarido: turistas e vizinhos sentam-se lado a lado com caras da televisão, sem que isso gere grande aparato.
  • Pormenores divertidos: a conta, muitas vezes, chega acompanhada por uma garrafa cheia de doces - um gesto simples e memorável.

Este último detalhe ajuda a perceber porque é que tantas pessoas sentem que aquele é o “seu” restaurante: sai-se satisfeito e ainda com um pequeno sorriso. Para alguém exposto ao olhar público e a trabalhar sob pressão, essa sensação pode valer mais do que pratos elaborados e altamente decorados.

Dicas para visitantes alemães em Paris que queiram lá comer

Se estiver a planear passar por Montmartre e pensar em marcar mesa na La Rughetta, há alguns pontos a ter em conta. A Rua Lepic é muito central e, por isso, ao jantar pode encher facilmente. Reservar - sobretudo ao fim de semana - é uma decisão sensata.

Para quem viaja com orçamento controlado, estas combinações ajudam a poupar:

  • Ao almoço, optar mais por massa do que por carne - enche e é mais económico.
  • Partilhar uma sobremesa, quando o objectivo é sobretudo provar.
  • Pedir vinho a copo, se não fizer sentido encomendar uma garrafa inteira.
  • Escolher água da torneira (prática comum em França) para reduzir a conta.

Chegar mais cedo ao início da noite evita parte do aperto e permite instalar-se com calma, antes de o movimento junto à basílica voltar a intensificar-se. Depois do jantar, vale a pena dar uma volta pelas ruas laterais de Montmartre, onde Paris parece mais tranquila, longe dos grandes cenários para fotografia.

O que caracteriza, em geral, a restauração em Montmartre

O bairro recebe há anos um fluxo constante de visitantes. Por isso mesmo, nota-se bem a diferença entre restaurantes feitos para turistas e espaços que realmente atraem um público fiel parisiense. Trattorias como a La Rughetta ficam algures no meio: num ponto muito procurado, mas com clientes habituais suficientes para que a cozinha não viva apenas de servir depressa.

Ao comer nesta zona, compensa olhar rapidamente para a ementa: preços claros, uma selecção não excessiva e um serviço que não pressione em demasia costumam ser bons sinais. Regra geral, um restaurante onde também se veem pessoas do bairro tende a oferecer melhor relação qualidade-preço.

Em Paris, a cozinha italiana cumpre ainda outra função: é compreensível para muitas nacionalidades, dispensa grandes explicações e resulta bem em grupos mistos. Para turistas alemães em Montmartre, um jantar num sítio assim pode ser um contraste descontraído face a um dia cheio - sobretudo sabendo que é também aqui que um conhecido bailarino de televisão passa parte do seu tempo livre.

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