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Elon Musk afirma que doará à caridade os 134 mil milhões de dólares do processo contra a OpenAI e a Microsoft

Homem com fato preto junto a caixa transparente com moedas numa sala moderna com vista de cidade.

O bilionário garante que vai entregar à caridade todo o dinheiro

O director-executivo da Tesla, Elon Musk, afirmou que, se vencer a acção judicial que moveu contra a OpenAI, todo o montante recuperado será doado a instituições de beneficência - e que ele próprio não retirará qualquer benefício dessa verba.

Detalhes do processo de Elon Musk contra a OpenAI e a Microsoft

No processo que intentou contra a OpenAI e a Microsoft, Musk reclama uma quantia gigantesca de 134 mil milhões de dólares. Nesta fase, o caso encontra-se num período de pré-contencioso particularmente intenso, estando o início formal do julgamento marcado para 28 de abril de 2026.

Como a reestruturação da OpenAI está no centro do litígio

A disputa jurídica nasce da reconfiguração corporativa da OpenAI. Criada por Elon Musk em 2015 como uma entidade sem fins lucrativos, a organização mudou em 2019 para um modelo de “lucro limitado” e prevê avançar com uma nova transformação para uma corporação orientada para o interesse público. Musk entende que este percurso colide com os princípios originais da empresa, assentes em código aberto e numa missão de natureza não lucrativa.

Investimento, saída da direcção e a criação da xAI

Antigo cofundador da OpenAI, Musk terá investido na empresa cerca de 45 a 50 milhões de dólares. Em 2018, abandonou o conselho de administração após divergências com a liderança relativamente ao rumo da organização. Já em 2023, Musk lançou o laboratório de inteligência artificial xAI, que mais tarde se fundiu com a SpaceX, tornando-se um concorrente directo da OpenAI.

Antes disso, Musk tentou obter uma providência cautelar para travar a conversão da OpenAI numa empresa comercial, mas esse pedido foi recusado por um juiz federal em março de 2025. O magistrado determinou que o caso seria apreciado por um júri na primavera de 2026.

A OpenAI, por sua vez, rejeitou a acção judicial de Musk, argumentando que a iniciativa foi motivada por interesses comerciais e que constitui um “assédio sistemático por alegada violação de direitos de patente” contra a organização. A empresa acrescentou ainda que a mudança de estrutura teve como objectivo assegurar financiamento para suportar os elevados custos de investigação e desenvolvimento em inteligência artificial.


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